Guabiruba perdeu na manhã de 12 de Abril de 2011 mais um ponto de referência,
um marco histórico, um local de abrigo e proteção,
tanto física como espiritual,
para as pessoas que andavam no final da Rua São Pedro,
início das Ruas Lorena e Alsácia.
Tudo porque o Senhor Prefeito Municipal
e sua equipe de assessores apenas enxergam a cor preta do asfalto
e acreditam que para ter asfalto
precisam apagar a história das pessoas e da cidade.
A memória, os marços da história, o asfalto e
as pessoas precisam viver em equilíbrio.
Pois não só de carro vive e anda o Guabirubense.
Anda também de bicicleta e a pé, só que para estes,
os políticos desta cidade não reservam espaço.
Não precisaria derrubar nada, bastaria adaptar
e utilizar um pouco da sabedoria
das muitas pessoas que vivem em Guabiruba,
para que o município ficasse também bonito,
artisticamente organizado, não apenas asfaltado.
Temos em Guabiruba arquitetos, engenheiros civis,
paisagistas, artistas e pessoas de muito bom gosto,
e pelo que me consta,
novamente não foram consultadas nem sequer comunicadas.
Com isso aos poucos a cidade fica asfaltada e feia,
descaracterizada, sem estética e sem identidade.
Aos poucos estão matando também a colaboração
e o voluntariado das pessoas de Guabiruba.
Esta capelinha foi uma doação
do Sr. Francisco Rieg e de sua esposa Ignez Venske Rieg.
A construção da capelinha,
que aconteceu no final da década de sessenta do século vinte,
só foi possível graças ao trabalho voluntário dos, entre outros,
Senhores, Francisco Rieg, Hélio Rieg e Eligo Baron.
Os trabalhos aconteceram sempre aos sábados.
Temos a informação de que parte dos materiais,
como estacas e madeira de caixaria foi doado
pelos Senhores Antônio Suavi e Alberto Zimmermann, respectivamente.
Seu Francisco, seu Alberto e seu Antonio já faleceram.
O Seu Helio, Seu Eligo, a Sr.ª Ignez, os filhos, os moradores,
os vizinhos ainda estão com a imagem gravada na memória
de que a capelinha está naquele local,
e levam um choque quando ali passam e percebem
que alguém está tentando apagar mais um pedaço
da história das pessoas que vivem em Guabiruba.